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Cinco distúrbios alimentares pouco conhecidos


Fabíola Cunha

A quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais reconhece três distúrbios alimentares principais: compulsão alimentar, anorexia nervosa e bulimia nervosa.

O restante é classificado como “outros distúrbios específicos de alimentação e nutrição”, se referindo a distúrbios que causam aflição e prejuízo, mas não atende aos critérios específicos dos distúrbios alimentares principais.

Isso acaba jogando sombra sobre alguns distúrbios, como os cinco descritos abaixo:

Ortorexia nervosa

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Todas as pessoas estão interessadas em alimentação saudável, mas há uma diferença entre pensar a dieta com cuidado e deixar a dieta controlar sua mente. Enquanto anorexia e bulimia são sobre a quantidade de alimentos que apessoa ingere, ortorexia focaliza na qualidade da comida.

A definição de uma pessoa ortoréxica é a obsessão por evitar evitar alimentos com colorantes artificiais, aromatizantes artificiais, conservantes artificiais, agrotóxicos, transgênicos, gorduras trans, sódio e açúcar em excesso, etc. Os portadores acabam criando regras muito rígidas e se isolando socialmente.

Anorexia atlética

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O mantra “forte é o novo magro” acabou gerando esse distúrbio. Enquanto os anoréxicos nervosos restringem a alimentação e bulímicos vomitam ou tomam laxantes após grandes refeições, com este distúrbio os indivíduos se exercitam compulsivamente mantendo a atenção em quantas calorias perdem.

Muita preocupação com o peso e a forma física, alimentada por insatisfação – ao passarem menos de 24h sem exercícios, essas pessoas sofrem com culpa, ansiedade, depressão e irritabilidade.

Aproveite e confira também nossa matéria sobre a biotina.

Diabulimia

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Uma pesquisa no Journal of Diabetes Science and Technology mostrou que mulheres com diabetes tipo 1 tem 2,4 vezes mais chances de desenvolver um distúrbio alimentar do que aquelas sem a condição.

A diabulimia é um distúrbio em que a portadora de diabetes restringe seu uso de insulina, o que faz com que açúcar e suas calorias sejam eliminados direto pela urina, provocando uma perda de peso rápida.

Porém, isso estressa o organismo e eleva as chances de infecção e de cetoacidose diabética – quando a quantidade de açúcar no sangue aumenta sem que ele seja usado para gerar energia, levando o corpo a queimar gorduras e gerando a cetona, acido que intoxica o organismo levando ao coma e até mesmo à morte.

Alotriofagia

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Nome complexo para um distúrbio que descreve a ingestão de materiais como terra, tinta, papel, cabelo, cimento, tijolo, etc. É mais comum do que se pensa, pois está associado à deficiência de ferro e zinco, principalmente na infância – entre 10 e 32% das crianças entre 1 e 6 anos já tiveram esse problema.

Porém, mulheres grávidas também podem apresentar o quadro devido ao baixo ferro. Além da deficiência de ferro, há a consequência da ingestão de itens que podem gerar intoxicação e obstrução intestinal.

Síndrome de alimentação noturna

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Esse distúrbio é muito mais do que aquela fominha que dá à noite, antes de dormir. Pessoas com esse problema consomem apenas 1/3 de suas calorias diárias antes das 18h e o restante entre 20h e 6h da manhã do dia seguinte.

A síndrome está relacionada com depressão e é caracterizada não pela ingestão de grandes quantidade de comida de uma vez só, mas sim pelos “beliscos” de comidas que oferecem conforto e muitos carboidratos – uma espécie de automedicação.

Já ouviu falar ou conhece pessoas que sofrem com algum desses distúrbios? Deixe seu comentário abaixo!

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