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Por que vacinar os filhos contra o vírus do HPV?


Fabíola Cunha

Pensar sobre a vida sexual dos filhos não é fácil para os pais. É uma questão delicada, de âmbito privado, que gera conflitos familiares, repressão e descontentamento em todos.

HPV

Por isso a implementação da vacina quadrivalente contra o vírus HPV é tão complexa. Essa vacina ajuda na prevenção do câncer de colo uterino, segunda causa mais comum de morte por câncer em mulheres no mundo.

No Brasil são registradas entre 4 e 5 mil mortes de mulheres devido a essa doença. O HPV infecta homens e mulheres, mas é entre elas que causa mais problemas.

Quando o contágio do HPV é mais comum?

O HPV é mais comum em jovens sexualmente ativos, com estimativas apontando que entre 75% e 80% da população será infectada durante a vida – metade dos casos ocorrem nos três primeiros anos de atividade sexual. O contágio pode ocorrer mesmo com camisinha, o que torna a doença ainda mais traiçoeira, já que muitas pessoas não fazem testes por terem usado preservativo e se sentirem seguras.

A época ideal para qualquer vacina é antes da exposição à infecção, o que leva a vacina contra o HPV a ter público-alvo os adolescentes e pré-adolescentes a partir dos 9 anos de idade até os 13 anos.

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E é aí que começa a complicação: os pais devem se responsabilizar por levar os filhos e filhas para a vacinação, mas muitos se recusam a pensar em imunizar crianças contra uma doença sexualmente transmissível.

Organizações conservadores acusam essa estratégia de imunização de estimular o início precoce da atividade sexual, o que supostamente induziria à promiscuidade. Devido ao machismo institucionalizado, o alvo maior da repressão é a mulher, já que ter múltiplas parceiras é visto como algo positivo para os homens, em qualquer idade.

No Brasil, a vacina já vem sendo oferecida na rede pública para as meninas  desde 2014. No início de 2017, foi ampliada para os meninos de 12 a 14 anos incompletos.

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Os pais e responsáveis que quiserem vacinar seus filhos já podem levar as crianças para um posto de vacinação mais próximo. A partir de fevereiro as vacinas começaram a ser dadas nas escolas.

A vacina, além de proteger contra o câncer do colo de útero, protege de vários outros tipos e também das verrugas genitais.

Mesmo que a ideia pareça, a princípio, desconfortável, é preciso que os pais se informem e reflitam sobre a importância da vacinação correta, no período correto: essa vacina é uma das esperanças para o futuro do combate ao câncer, tanto em homens, quanto em mulheres.

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