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Repelentes são seguros para gestantes?


Fabíola Cunha

O uso de repelente tornou-se quase obrigatório não apenas para aqueles que praticam atividades em parques, jardins, lagos e rios, mas para todos que queiram evitar algumas doenças bastante sérias, como a dengue, chikungunya e zika. Transmitidas todas pelo mesmo mosquito, o Aedes Egypti, essas doenças são propagadas em todos os ambientes, devido à facilidade de reprodução do inseto.

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A zika em especial aterroriza as mulheres devido à comprovada conexão entre essa doença e casos de microcefalia em recém-nascidos, fato que ocupa os noticiários nacionais e internacionais.

Mas os repelentes são seguros para mulheres grávidas? Quais são mais indicados e como aumentar a eficácia deles? Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não há “qualquer impedimento para a utilização destes produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na Anvisa e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo”.

Aproveite e confira também nosso artigo sobre os exames que as gestantes devem fazer.

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É importante conferir no rótulo o registro da Anvisa e também o componente principal do produto: n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET), Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), e óleos essenciais, como Citronela.

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Restrições para o uso de repelentes:

  • Crianças menores de dois anos
  • Entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação não deve passar de 3x por dia.
  • Concentrações superiores a 10% apenas para maiores de 12 anos.

Os ativos disponíveis no Brasil são os mesmos regularizados nos Estados Unidos, onde os repelentes são muito recomendados para gestantes.

Repelentes ambientais e inseticidas

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Novamente, o rótulo desses produtos deve conter registro da Anvisa e instruções de uso e os locais onde são aplicados podem ser frequentados por gestantes, mas como são destinados a superfícies e ambientes, não são apresentados estudos com aplicação direta em pessoas. A superexposição ao produto pode não ser segura. São eles:

  • Inseticidas: matam mosquitos adultos; em spray e aerossol.
  • Repelentes: Afastam os mosquitos; em forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos. Podem ser tóxicos em locais sem ventilação.
  • Os chamados “naturais”: à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento.

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Medicamentos: A Tiamina ou Vitamina B não apresenta eficácia comprovada como repelente e esta indicação de uso não é aprovada pela Anvisa.

Gostou das dicas? Como você se protege contra os mosquitos e pernilongos? Deixe seu comentário abaixo!

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