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Sífilis congênita: saiba os riscos dessa doença para o bebê


Fabíola Cunha

O Brasil vive um aumento acentuado nos casos de sífilis congênita. A sífilis é uma doença que fez muitas vítimas no passado, mas estava aparentemente sob controle.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2016 foram notificados 87.593 casos em adultos. Desses, 37.436 casos são de gestantes e 20.474 casos são de sífilis congênita (passada de mãe para filho).

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Os números indicam um crescimento de 27,9% para adultos, 14,7% para gestantes e 4,7% para bebês, na comparação com 2015.

Como medida para conter o avanço da doença, o governo federal comprou 2,9 milhões de ampolas de penicilina e vai distribuir mais de 6 milhões de testes até o fim deste ano.

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Desde 1986, a sífilis congênita é de notificação compulsória, ou seja, obrigatória. A partir de 2005 e 2010, os casos de sífilis em gestante e sífilis adquirido (adulto) também precisam ser notificados.

O que é a sífilis?

É uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pequenos cortes na pele ou mucosas permitem que a bactéria entre na corrente sanguínea.

Como é transmitida a Sífilis congênita?

Os principais meios de transmissão da doença são o contato sexual; a transmissão vertical (quando a gestante tem a doença e passa para o feto) e transfusão sanguínea.

Quais são os sintomas da Sífilis congênita?

Geralmente, há quatro estágios: primário, secundário, latente e terciário. Os primeiros sintomas são feridas indolores que podem estar nos órgãos sexuais e que desaparecem cerca de 4 a 6 semanas depois, mesmo sem tratamento.

O estágio secundário acontece com dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para engolir. Esses sintomas podem sumir sem tratamento e a bactéria volta a ficar dormente. Também podem ser registrados vermelhidão na pele, ínguas, aumento de fígado e baço.

O período latente pode durar anos, sem sintomas. A fase terciária é devastadora, com comprometimento do sistema nervoso central, sistema cardiovascular, lesões extensas na pele e nos ossos.

O que é sífilis congênita?

É quando a mãe transmite a doença para o bebê durante a gravidez ou na hora do parto. Boa parte dos bebês infectados não têm sintomas, mas alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e pés. Os problemas mais sérios aparecem mais tarde – surdez e dentição deformada são alguns.

Como é o tratamento de Sífilis congênita?

sífilis congênita

O tratamento é feito com penicilina. Antes da invenção desse antibiótico, era uma doença mortal. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores as chances de cura sem sequelas.

Usar preservativo e manter os exames em dia são formas de evitar a doença.

Leia também nossa matéria sobre por que vacinar os filhos contra o vírus HPV!

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