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Suicídio: é preciso falar sobre o tema!


Fabíola Cunha

Dados exclusivos da BBC Brasil divulgados no mês de abril mostram uma situação preocupante: segundo o Mapa da Violência 2017, a taxa de suicídios da população entre 15 e 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – aumento de cerca de 10%.

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O estudo é anual e compila dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde brasileiro. Se forem comparados os dados de 1980 a 2014, o crescimento foi de 27,2%.

Embora seja um assunto muito delicado, o suicídio precisa ser abordado. Atualmente, com o lançamento da série 13 Reasons Why, que tem como protagonista uma jovem suicida, o tema ganhou foco nos principais sites e programas de notícia e opinião no país.

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Também ganhou destaque o “jogo” da Baleia Azul, em que adolescentes obedecem ordens e cumprem tarefas enviadas pelas redes sociais, que incluem auto-mutilação e até mesmo atentar contra a própria vida.

O suicídio ainda é um tabu e acaba sendo um problema tratado como invisível, mas os pais devem se manter informados e atentos para sinais que indiquem sofrimento e insatisfação intensas nos filhos.

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Um período da vida que deveria estar relacionado à alegria, descoberta e amizades, pode ser marcado pelo isolamento, bullying e sensação de impotência.

Sinais de lago está errado

Depressão, abuso de drogas e álcool, violência sexual e doméstica – todos esses fatores podem influenciar na decisão de atentar contra a própria vida.

Muitos adultos envolvidos com a educação e desenvolvimento dos jovens esquecem que eles estão passando por grande pressão, devido às exigências escolares, de vestibulares, escolha de carreira e multi-tarefas muitas vezes impostas.

O fator econômico parece influenciar de maneira diferente, mas todas as classes sociais apresentam problemas.

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A diretriz da Organização Mundial da Saúde para abordar o tema é fazê-lo sem glamour, sem divulgar métodos e sem apontar o suicídio como solução para os problemas – agindo sem preconceito, sem prejulgamentos e sem minimizar o sofrimento de quem se manifesta pedindo ajuda.

A linha de prevenção ao suicídio no Brasil é o 141 (Centro de Valorização da Vida – www.cvv.org.br).

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