Obesidade Infantil – Crianças e Adolescentes Obesos

Obesidade InfantilQue mãe não se preocupa com a alimentação dos filhos? Todas sabem o quanto é difícil evitar que as crianças consumam comidas calóricas e gordurosas. Infelizmente, essa batalha contra a má alimentação tende a ser mais uma função para uma vida inteira. Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda.

“As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica a médica nutróloga e ortomolecular Liliane Oppermann. Os cuidados devem começar o quanto antes, até porque o excesso de peso pode causar alguns dos prejuízos como baixa auto-estima, problemas ortopédicos, infecções respiratórias e de pele e até a possibilidade de se desenvolver uma cirrose hepática.

Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar. “É possível sim aprender a comer bem em qualquer idade. Porém, no caso de uma criança obesa é necessário que toda a família se dedique. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem incentivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica a médica nutróloga.

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Dicas para cuidar da alimentação infantil

Alimentação InfantilA especialista destaca a importância de se estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e lanches fast foods. “Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”, reforça Liliane Oppermann.

Outra dica eficaz é fazer das refeições saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possua sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta. Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso do pequeno, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho elevado de peso.

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Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolvem o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta. A nutricionista recomenda que a criança consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:

  • Alimentos Reguladores: ricos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.
  • Alimentos Energéticos: são os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.
  • Alimentos Construtores: ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha, etc.

Números da obesidade infantil

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura – deve ficar entre 13 e 17. A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta.

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Cinco perguntas que podem prever obesidade infantil

Obesidade InfantilDe acordo com a BBC Brasil, pesquisadores britânicos descobriram uma forma simples, por meio de cinco questões, de se prever, logo após o parto, qual é o risco de uma criança se tornar obesa. Para a pesquisa, os cientistas do Imperial College de Londres analisaram 4.032 crianças finlandesas nascidas em 1986 e as informações de outros dois estudos, com 1.053 crianças italianas e 1.032 crianças americanas.

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A pesquisa foi publicada na revista especializada PLos One, e as perguntas são: o peso da criança ao nascer, o índice de massa corporal dos pais, se a mãe fumou ou não durante a gravidez, o número de pessoas que moram na casa da criança recém-nascida e o status profissional da mãe. Segundo a BBC Brasil, as duas últimas questões estão relacionadas ao ambiente social no qual a criança nasce e que pode elevar o risco de obesidade. Os fatores de risco para obesidade já eram muito conhecidos, mas esta é a primeira vez que estes fatores foram colocados juntos em uma fórmula.

“Quanto menor o número de pessoas morando na residência, maior o risco de obesidade da criança, pois este número está ligado à mães solteiras”, afirmou à BBC Brasil a professora do Imperial College Marjo-Riitta Jarvelin, que participou do estudo. “E quanto ao status profissional da mãe, sabemos que uma mãe com maior (nível de) educação é mais bem preparada, sabe mais a respeito da saúde da criança”, acrescentou.

Obesidade Infantil“A equação é baseada em dados de um recém-nascido que todos podem obter e descobrimos que pode prever cerca de 80% (dos casos de) crianças obesas”, afirmou o cientista que liderou o estudo Philippe Froguel, do Imperial College de Londres. Antes desse estudo, acreditava-se que fatores genéticos eram os maiores determinantes de problemas de peso em crianças, mas apenas cerca de um em cada dez casos de obesidade é resultado de uma mutação genética rara que afeta o apetite.

Para o cientista Philippe Froguel, é fundamental começar a prevenção da obesidade na infância. “Infelizmente, as campanhas de prevenção têm sido muito ineficazes para evitar a obesidade entre crianças em idade escolar. Ensinar aos pais sobre o risco do excesso de alimentação e maus hábitos nutricionais seria muito mais eficaz. A mensagem é simples. Todas as crianças em risco devem ser identificadas, monitoradas e bem aconselhadas, mas isto custa caro”, disse o líder da pesquisa.

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Paul Gately, especialista em obesidade infantil na Leeds Metropolitan University, afirmou que as informações fornecidas por esse estudo pode ajudar o sistema público de saúde britânico a alcançar especificamente pessoas que têm risco de obesidade, em vez de utilizarem uma abordagem sem foco e única para todos os casos, “que nós sabemos que não funciona”.

“Em vez de gastar com um número enorme de pessoas, podemos ser mais específicos e gastar de forma apropriada.” O especialista disse que não será possível economizar no curto prazo, mas os gastos serão feitos com mais sabedoria. “E poderemos reduzir os gastos (relativos a obesidade) do NHS (sistema público de saúde britânico) no futuro. Fizemos um ótimo trabalho destacando que a obesidade é uma questão séria mas deixamos o público em geral paranóico (pensando que) todos correm o risco (de ficar obesos).”

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