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O Movimento Feminista

Você com certeza já deve ter ouvido falar nas palavras feminismo ou feminista. Elas nasceram na metade do ano de 1800 juntamente com o Movimento Feminista, que foi uma forma que a mulher encontrou de finalmente se livrar do sistema opressor que os homens colocaram para controlá-las. Se hoje temos tanta liberdade é graças as mulheres corajosas que lutaram no passado.

A História do Movimento Feminista

Em 1848 os movimentos começaram na convenção dos direitos da mulher em Nova York, na qual elas usavam os preceitos básicos da Revolução Francesa (igualdade, liberdade e fraternidade). Elas eram cidadãs tanto quanto qualquer um, mas porque os direitos também não se estendiam a elas? Será que realmente elas deveriam ficar apenas em casa cuidando do marido e dos filhos? Essas e outras perguntas começaram a ser repensadas e o movimento tomou força e se desenvolveu.

Em tempos antigos, logo no início da Idade Média, as mulheres eram muito respeitadas e até veneradas. Em vez de um Deus havia uma Deusa, que era a Deusa-Mãe e que trazia boa colheita e prosperidade. A fertilidade era exaltada pelos homens e as suas mulheres tinham voto e voz. Quem assistiu ao filme 300, que conta a história dos 300 de Esparta lutando contra o império persa, pode perceber a grande influencia que a rainha tinha nas decisões do rei. Eles governavam juntos e as mulheres também eram preparadas para defender o território enquanto os homens estavam em batalha.

Mas com o advento do cristianismo, os homens e as mulheres trocaram a Deusa por um Deus e todo os sistema de patriarcado começou a vigorar. As mulheres foram mandadas para os afazeres da casa e nenhuma delas poderia mais interferir em assuntos fora do território que não fosse cuidar das responsabilidades domésticas. O nascimento de uma menina era mal visto, principalmente pela família real, já que era necessário que um homem subisse ao trono.

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Desde então as mulheres passaram a um lugar longe da sociedade. As moças só podiam se casar com quem o seu pai escolhesse. Ainda era preciso dar um dote, como se o fardo de ter aquela mulher fosse tão grande que seria necessária uma compensação para aquele que quisesse casar com ela. A mulher passada da tirania do pai para a obediência ao marido e por muitos anos foi dessa maneira.

Até que o Movimento Feminista resolveu quebrar com todos esses paradigmas e as mulheres começaram a exigir os mesmos direitos que os homens. Um grande marco foi a lei do divórcio, que só oi aprovada no Brasil na década de 70. Mesmo de acordo com a lei, muitas mulheres eram excluídas da sociedade quando se divorciavam. Eram vistas como uma pessoa sem valor e era completamente desmoralizada, principalmente pelas damas da alta sociedade, que aguentavam todo o tipo de humilhação dentro e fora de casa pelo marido apenas para não receber o rótulo de “separada”.

Outro importante marco na história da mulher (e tão importante quanto o divórcio) foi a liberação sexual com o advento dos contraceptivos. Agora as mulheres poderiam controlar o seu próprio corpo, se queriam ou não ter filhos e qual o melhor momento para isso com a distribuição das pílulas anticoncepcionais pelo sistema de saúde na década de 60.

Hoje em dia como anda o Movimento Feminista?

Infelizmente, apesar de termos todos os direitos garantidos, como a não diferenciação de salários entre homens e mulheres, mas isso não é cumprido. Em muitos lugares e até em empresas de grande porte, é possível encontrar mulheres ocupando os mesmos cargos que homens e ganhando salários inferiores. A violência sexual ainda é uma praga que assola muitas casas brasileiras, principalmente as de baixa renda.

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Com o surgimento da Lei Maria da Penha em 2006, as mulheres passaram a ter mais segurança e amparo na lei com ordens de restrição e mudança provisória para abrigos, para as mães e para os filhos. Hoje é possível ver mulheres trabalhando em cargos que antes eram predominantemente de homens como engenharia, matemática, física e outros. Na história de nosso país temos, pela primeira vez, uma mulher como presidenta.

A mulheres possuem um grande papel na história do Brasil. Temos muitos nomes importantes como Patrícia Galvão, também conhecida como Pagu ou a nossa querida Chiquinha Gonzaga que largou o marido e a família por não aguentar mais as agressões do marido. Bons exemplos de guerreiras que lutaram pelos nossos direitos não faltam. Elas sofreram violência e preconceito de todos por não seguir o que era determinado para as mulheres pela sociedade. Espelhe-se nelas e veja qual poderosa você pode ser se resolver ir à luta.

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