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Academia só para mulheres – É a melhor opção?


Isabela Araújo

Elas surgiram na década de 1990 nos Estados Unidos, diante do sucesso, foram difundidas também em alguns países da Europa, passaram para a Austrália e agora estão virando febre no Brasil. As academias só para mulheres são um sucesso de público cada vez maior e têm atraído investidores como nunca. Uma das franquias mais famosas do mundo já tem mais de 8.000 unidade espalhadas por 17 países.

Mas afinal, qual é o segredo de tanto sucesso? Além de atender apenas o público feminino, existe alguma outra diferença fundamental?

 Sim, na verdade, existem várias diferenças, a começar pelos profissionais. Todo o atendimento nessas academias é realizado por mulheres, da recepção às instruções dos exercícios, passando pelas avaliações físicas e fisioterápicas. “É um pouco complicado a gente ficar à vontade com alguém medindo todas as nossas gordurinhas, mas saber que seria uma mulher me deu um certo alívio na hora de fazer a avaliação física”, afirma Vera Junqueira, dona de casa de 49 anos que há quatro se exercita em um ginásio só para mulheres.

Além da equipe feminina, as séries de exercícios são desenvolvidas especificamente para o corpo das mulheres. As atividades consistem em um circuito que dura 30 minutos, o que é uma grande vantagem em relação às academias convencionais, onde os alunos gastam entre uma e duas horas por dia para completar uma ficha simples com exercícios aeróbicos e de musculação.

Desenvolvido pelo americano Gary Heavin, especializado em nutrição e saúde, o método intercala 30 segundos de exercícios aeróbicos – como pular corda, fazer polichinelo ou fazer atividades com um bambolê – com 30 segundos de musculação. A intensidade dos exercícios é definida de acordo com o objetivo e frequência cardíaca da aluna, e eles têm como foco principal a perda de gordura, fortalecimento dos músculos e aumento do metabolismo basal.

 Este circuito é o carro chefe das academias femininas, ele deve ser realizado pelo menos três vezes por semana, atende mulheres a partir dos 15 anos e não tem limite de idade.

Quem quiser fugir da musculação pode optar pelas aulas coletivas, como pilates, yoga, spinning, step e jump. E em algumas também é possível encontrar lutas como box e kickboxing.

Os centros mais sofisticados, localizados nas principais capitais do Brasil, atualmente já possuem estruturas de verdadeiros spas e oferecem, além da academia, cuidados para a mulher como orientação nutricional, drenagem linfática, massagens redutoras e relaxantes, shiatsu, acupuntura, depilação, bronzeamento a jato, entre outros.

Na sala de exercícios, aparelhos também são um diferencial. Eles são desenhados especificamente para o corpo feminino; além de serem menores do que os encontrados na outras academias, também trabalham com sistemas hidráulicos no lugar de sistema levantamento de pesos de ferro. Aparelhos com essa resistência hidráulica oferecem como principal vantagem a redução nos impactos. O movimentar se torna mais macio e os ligamentos e tendões do corpo agradecem.

 Todos as questões técnicas diferenciadas ainda estão por trás de um último detalhe: muitas meninas acham desagradável malhar junto com rapazes. É verdade que a maioria dos trajes adequados para as atividades físicas deixam o corpo um pouco exposto, e alguns exercícios devem ser realizados em posições que, convenhamos, não são nada favorecedoras. As alunas dos ginásios femininos afirmam que se sentem mais à vontade com o próprio corpo e com a realização dos treinos quando estão entre mulheres.

A maioria dessas academias oferece aulas experimentais para quem quiser conhecer a estrutura. Iara Junqueira, filha da aluna Vera Junqueira, afirma com bom humor: “Eu acho que vale muito a pena conhecer. Fiz uma aula experimental do circuito com a minha mãe e achei excelente, só não vou malhar lá porque estou querendo arrumar um namorado!”

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