Vemos muitas mulheres dizendo “não quero ser mãe” e, automaticamente, sendo julgadas por suas posições. Parece que a mulher tem a função social de ter filho, enquanto a sua vida só fará sentido dessa forma.

Embora saibamos que essa ideia é equivocada, ainda assim muita gente insiste em dizer que é fundamental, para uma mulher, viver a maternidade. Mas, até que ponto isso é verdade? Não querer ser mãe é um problema? Vamos discutir sobre isso no decorrer deste texto!

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não quero ser mãe – Mulher com cabelos esvoaçantes. Foto: Freepik

Não quero ser mãe, isso é um problema?

Quando você diz “não quero ser mãe”, se depara com muitos olhares de desaprovação? A gente entende você.

E não, isso não é um problema. O problema está na forma como a sociedade ainda enxerga a família. As pessoas ainda associam o amor, o carinho e a fraternidade apenas à famílias constituídas da maneira tradicional: com mãe, pai e filhos. Qualquer ideia de família que fugir dessa concepção, será perseguida.

Portanto, não se veja como um problema… Quem tem problema com a sua falta de desejo de ser mãe é o outro, e não você. Afinal, você está convicta do que é bom para si e do que você realmente quer. O resto? É só o resto.

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Entretanto, sabemos que não é tão simples assim equilibrar a sanidade mental diante de tantos julgamentos sociais. Mas, o máximo que podemos fazer, por ora, é tentar conscientizar as outras pessoas do quanto a maternidade não é e nem nunca será a obrigação de uma mulher.

… Ou podemos simplesmente ignorar os comentários maldosos, se conseguirmos. De qualquer forma, alguns apontamentos podem ser levantados para que possamos refletir juntas sobre o fato de dizer “não quero ser mãe”.

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Mulher inspirando profundamente. Foto: Freepik

Filhos não são garantia de velhice “tranquila”, como pregam

Não quero ser mãe: Um grande erro que vemos muitas pessoas enunciando e repetindo é o de questionar “como será a sua velhice?”, sempre que uma mulher fala que não quer ter filhos. Mas, quem disse que filhos são uma garantia de velhice tranquila?!

Essa ideia errônea apenas provoca um peso na vida de muita gente. O filho, que é gerado de forma “forçada”, pode não ter o desejo de uma mãe voltado para si; e, quando cresce, pode se sentir pressionado em “cuidar” dos pais, por simplesmente ser filho.

Obviamente, não estamos dizendo que os filhos não devem cuidar dos pais na velhice, longe disso! Mas estamos querendo dizer que é completamente injusto gerar outra pessoa com o intuito de usá-la como suporte mais tarde.

Porque, em essência, reduzir a maternidade ao fato de ter alguém com você na velhice é muito cruel!

A sociedade entende os filhos como um “benefício para os pais”, anulando suas singularidades

Não quero ser mãe: Perceba que o ponto que trouxemos acima é ainda muito usado para justificar a maternidade, mas não para por aqui. As pessoas julgam os filhos como um “objeto” que gera benefícios para os pais, e apenas isso.

Não param para refletir sobre os desejos da mulher que diz “não quero ser mãe”. Apenas enxergam a maternidade como um acessório que, segundo eles, “todas as mulheres deveriam experimentar”.

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Quando reduzimos para o sentido literal, fica desumano, não é mesmo? Enxergar os filhos como benefícios, acessórios e “complementos” para a vida. Então, como enxergar isso de forma leve e sem questionar? Impossível!

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Mulher tomando sol na ponte. Foto: Freepik

Por isso, se você não deseja ser mãe, não fique se culpando por isso. Pelo contrário! Tenha orgulho de entender o que deseja e manter-se persistente diante do que é importante para você.

A vida de uma nova criança não deve ser vista como algo que complementa, mas sim, como algo que soma na vida de quem quer tê-la. Enxergar a criança como um “complemento” é se ver em partes, e também é ver o filho como uma “parte quebrada” que se encaixa na vida. E isso pode gerar prejuízos emocionais para ambos os lados, mais tarde.

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Porém, vale um adendo: não estamos dizendo que as mães que dizem “meu filho me completa” é uma pessoa incompleta que precisa desse complemento. O que estamos querendo fazer aqui é levantar a reflexão de que nenhuma mulher é incompleta ao ponto de apenas ser alguém “inteiro” após a maternidade. Compreende a diferença?

“Não quero ser mãe”: Isso é uma escolha exclusivamente sua

Não quero ser mãe? Lembre-se sempre de que quem decide sobre o seu corpo e o seu futuro é você mesma. Não querer ser mãe nunca foi e nunca será um problema. Na realidade é uma grande solução, que evita atitudes impulsivas que possam gerar sofrimento para você e para uma vida proveniente de algo inconsequente.

Preservar o seu bem-estar e a sua saúde mental é muito mais importante do que querer se encaixar nos moldes da sociedade. Até porque, convenhamos… Mesmo que você venha a ser mãe, eles ainda irão julgar a sua forma de criar o seu filho.

Então, sabemos que sempre receberemos olhares “tortos”, por que nos convencer de algo que não queremos?

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Mulher assoprando flor. Foto: Freepik

Da próxima vez que você disser “não quero ser mãe” e alguém lhe julgar por isso, ignore. E se a pessoa insistir, diga que essa é você, e que se ela acha que você deve ter filhos, talvez ela mesma deva gerar e cuidar de uma nova criança… 😉

Lembre-se sempre de que você é muito mais importante do que a opinião de outra pessoa. Faça o que te faz feliz e bem, e não o que o outro imagina ser a “melhor coisa”. Coloque-se em primeiro lugar, sempre!

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